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História
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A W.A. Sarmento foi criada em 1870 por Wenceslau Anthero Sarmento, na esquina da Rua do Ouro com a Rua de Santa Justa, junto ao elevador do mesmo nome.
Dez anos depois, associa-se a João Joaquim Antunes Rebello, com a empresa a adoptar a razão social de Rebello & Sarmento, Lda.
Transmontano de gema, Wenceslau Sarmento elegeu como uma das suas missões principais a valorização da ourivesaria tradicional portuguesa: “Enquanto eu viver, não entra aqui nada que não seja português”, afirmava.
Passado alguns anos, também os seus três filhos, Constantino, Artur e António, se associaram à W.A., tendo o segundo dedicado 60 anos consecutivos da sua vida à casa.
Foi Artur dos Santos Sarmento, a partir de certa altura com a ajuda do seu filho Wesceslau Alvarez, quem estabeleceu as directrizes que orientaram a empresa até há bem pouco tempo.
Durante muito tempo, o ponto forte da W.A. Sarmento foram as baixelas de prata para casamentos. Mas com o passar do tempo, perdeu-se também essa tradição. As grandes peças que permaneciam nas famílias iam passando de geração para geração, e a Sarmento optou por se especializar em peças mais práticas, combinando vários materiais com a prata, mais adequadas às casas actuais.
Muito recentemente, a W.A. Sarmento voltou também a comercializar relógios. Aqui a tradição teve, de certa forma, que ser posta de lado. A invasão de produtos estrangeiros e as cópias às peças da Sarmento, obrigaram, ao contrário do que defendido o fundador da casa, a comercializar marcas estrangeiras, nomeadamente relógios.
Há cerca de quatro anos, a Sarmento empreendeu uma restauração da sua loja secular, colocando a descoberto o tecto pombalino. As obras de remodelação incluíram ainda alguns melhoramentos estéticos, apesar de se ter decidido manter o estilo original.
Esta empresa, ainda nas mãos da família, agora na quinta geração, refere que, após 124 anos de existência, é bastante difícil manter o êxito adquirido com o prestígio do passado, já que não se frequenta a Baixa como antigamente. Mas, com as obras de restauração do Chiado e todas as infra-estruturas que acarretarão, nomeadamente ao nível do estacionamento, a W.A. Sarmento está confiante na revitalização da Baixa pombalina.
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